JOAO LUIS - radialista - SANTA QUITERIA - CE

13/06/2008

Augustinho denuncia funcionário fantasma no Vale do Curu

 
 

Na sessão desta sexta-feira (13/06) da Assembléia Legislativa, o deputado Augustinho Moreira (PV) denunciou a existência de um “funcionário fantasma” em um município do Vale do Curu, que está lotado em todas as secretarias, inclusive no gabinete da Prefeitura. O deputado disse que recebeu a denúncia de uma vereadora, mas só ia revelar o nome do município quando averiguasse a situação. Conforme informações de Augustinho, o funcionário fantasma, José Mariano Peixoto, tem um número de CPF que não coincide, e chegou a receber, no ano de 2007, R$ 200 mil. “É uma falcatrua, uma maneira de enganar o fisco e o TCM”, disse ele. De acordo com o parlamentar do PV, José Mariano é lotado no gabinete do prefeito e nas secretarias de Administração e Finanças, Infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano, Educação, Saúde, e também consta na folha de pagamento do Hospital Maternidade do município. “Não é possível ele participar de todas as secretarias”, indignou-se. Ainda de acordo com o parlamentar, houve sonegação de imposto de renda em todas essas folhas e Mariano fez empréstimos em bancos particulares. “Deu golpe no banco, no fisco, tenta ludibriar o TCM e tirar o dinheiro público”. O parlamentar reafirmou ser contra a reeleição dos gestores públicos, “porque quem detém a máquina tem vantagem”, constatou. “É por isso que os professores ganham pouco, não se gera emprego: é porque o dinheiro público foge para essas atividades ilícitas. Querem de qualquer forma captar recursos para as suas eleições”. Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSDB) questionou se o prefeito da cidade está na lista do Tribunal de Contas dos Municípios. O parlamentar disse, ainda, que a lista é positiva, mas “merece uma reflexão” pois, na avaliação dele, faltam nomes de gestores como a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e a prefeita de Aquiraz, Ritelza Soares (PCdoB). O deputado Perboyre Diógenes afirmou que na região Centro Sul há um caso “idêntico”, no qual o funcionário ganha R$40 mil reais em várias secretarias. Sobre o Tribunal de Contas dos Municípios, o parlamentar disse que “é um tribunal político, fica difícil um conselho indicado pelo governador ter moral para julgar”. RW

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social comunicacao@al.ce.gov.br