Deputados discutem carga horária dos policiais militares do Estado
Adahil fez um apelo para que os deputados não tratem a questão como uma luta entre governo e oposição, mas sim, “observando o ponto de vista ético e de solidariedade humana, pois 48 horas de serviço, de segunda a sábado, é escravidão. Se não há uma lei que impeça o comando da Polícia Militar de estabelecer uma carga horária desumana, também não há uma lei que diga que ele não pode ser humano e justo”, afirmou.
O deputado Artur Bruno (PT) lembrou que ontem foi realizada, na Assembléia, uma sessão solene para mobilizar a sociedade brasileira e solicitar ao Congresso Nacional que vote a emenda das 40 horas de trabalho semanal para todos os trabalhadores. Bruno ressaltou que o Secretário de Segurança do Estado, Roberto Monteiro, tem a dignidade de reconhecer quando erra.
O deputado petista disse também que o comando da Polícia e a Secretaria de Segurança Pública precisam se organizar para que, na prática, a jornada possa chegar às 40 horas. “Como poderíamos chegar a isso na prática? Qual é a forma de chegar lá? Se nos convencerem de que podemos atingir essa carga horária, na prática, a reivindicação será atendida”, disse Bruno.
Para o deputado Ferreira Aragão (PDT), todos os parlamentares têm obrigação moral de votar a favor dos trabalhadores, especialmente dos policiais. Segundo ele, fazer segurança é investir em máquinas e pessoas. “Mas é preciso enxergar os policiais como seres humanos e não como máquinas. Quando um policial morre em combate, ninguém vai confortar a viúva e os filhos. Nada mais justo do que enxergar seu trabalho e dar a eles o descanso que o corpo precisa. Os policiais precisam refazer suas forças para que possam oferecer à sociedade um serviço à altura do que ela necessita”, salientou Ferreira.
O líder do governo, deputado Nelson Martins (PT), elogiou a postura do secretário Roberto Monteiro, pois “todas as vezes que qualquer setor o procurou para ter audiência com ele, ele atendeu da melhor maneira possível. É uma pessoa que está sempre aberta a ouvir”.
Nelson assumiu o compromisso de receber representação dos policiais militares, na próxima semana, para tratar da questão da carga horária e de várias outras pendências. Para ele, o Governo não pode fazer as coisas de uma única vez, mas sim, gradualmente.
RT
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