Lista do TCU tem 124 do Ceará
Dos 194 processos de gestores do Estado, 13 são do ex-prefeito de Itatira, Francisco Afonso Machado Botelho
O documento do TCU ficará a disposição do internauta, no sítio daquela Corte de Contas, até o dia 31 de dezembro deste ano. Dos 3.178 nomes,124 são gestores públicos que exerceram cargos em órgãos públicos no Ceará, nos âmbitos federal, estadual e municipal, mas que envolveram recursos da União. O total de processos do Estado no TCU soma 194.
Apesar da lista do TCU, referente ao Ceará, ter menos nomes do que a encaminhada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), no início deste mês, 55 gestores e ex-gestores municipais do Estado estão em ambas. Entre eles, dois parlamentares cearenses, sendo estes o deputado federal José Gerardo Arruda (PMDB), ex-prefeito de Caucaia, e o deputado estadual Perboyre Diógenes (PSL), ex-prefeito de Saboeiro.
Depois de Botelho, o gestor que mais teve processos julgados pelo TCU é o ex-prefeito de Baixio, Armando Quaresma Trigueiro, com sete contas irregulares junto ao Tribunal. Os processos se referem a aplicação de recursos também do FNDE como do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Trigueiro também está na lista do TCM, sendo julgados contra ele seis processos naquela Corte.![]()
Walton Alencar Rodrigues Presidente do Tribunal de Contas da União(TCU)
Por maioria, os ministros entenderam que a vida pregressa não é razão para inelegibilidade. Na relação, estão 131 funcionários dos Correios e sete da Petrobras, empresas envolvidas no esquema do mensalão. Outras 49 pessoas incluídas na lista são ou eram funcionários de universidades federais ou de fundações ligadas a instituições de ensino e 240 eram ou são funcionários da Caixa Econômica Federal.
Dos 4.840 julgamentos, 661 envolviam desvios ou gastos irregulares de recursos do FNDE. A maior parte dos julgamentos - 2.122 - envolve recursos de prefeituras ou destinadas aos municípios. Entre os nomes de primeiro escalão está apenas o de Antônio Rogério Magri, ex-ministro do Trabalho no governo Fernando Collor de Mello, que teve suas contas julgada pelo TCU somente em 2002. O estado com o maior número de irregularidades é a Bahia, com 488 ocorrências.
